Acabei de assistir “Budapeste” de Walter Carvalho. O filme é baseado no livro homônimo de Chico Buarque. Há algum tempo atrás estudei que a boa arte não só te satisfaz ou sacia, ela tem o poder de te modificar. Ela faz você querer sair e compor uma nova música, escrever um novo livro, olhar diferente para sua mãe, pedir sua namorada em casamento.
Isso é o mais importante. Certas coisas na vida me fazem querer criar, despertam algo. Esse livro me deixou tão atordoado que na verdade, não sei definir o que acontece na história. Talvez por ignorância minha, mas acho que é exatamente essa a questão do livro. Uma meta-literatura será? Não sei definir. Não estudo sobre isso. Mas esse livro me modificou. O único problema é que, pra mim, Budapeste é uma história para ser contada em um livro. Você precisa do elemento “livro” na sua mão. Aí acho bate mais fundo ainda.
Agora estou aqui escrevendo e pensando em terminar uma música. Tenho uma lista de nove músicas para terminar. Não sei como vai ser ou no que essas músicas vão dar, mas tenho que terminar.
Aqui segue uma crítica e uma parte do livro retirados do site oficial do Chico.
Tecnicamente, Budapeste é um romance do duplo, tema clássico na literatura ocidental desde que a identidade do sujeito tornou-se problema e enigma. A questão desfila nas narrativas do século XIX, através dos motivos da sombra, do sósia, da máscara, do espelho, e evolui para a indagação dessa esfinge impenetrável e desencantada que é a própria pessoa como persona e ninguém.
José Miguel Wisnik
Fui dar em Budapeste graças a um pouso imprevisto, quando voava de Istambul a Frankfurt, com conexão para o Rio. A companhia ofereceu pernoite num hotel do aeroporto, e só de manhã nos informariam que o problema técnico, responsável por aquela escala, fora na verdade uma denúncia anônima de bomba a bordo. No entanto, espiando por alto o telejornal da meia-noite, eu já me intrigara ao reconhecer o avião da companhia alemã parado na pista do aeroporto local. Aumentei o volume, mas a locução era em húngaro, única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita. Apaguei a tevê, no Rio eram sete da noite, boa hora para telefonar para casa; atendeu a secretária eletrônica, não deixei recado, nem faria sentido dizer: oi, querida, sou eu, estou em Budapeste, deu um bode no avião, um beijo.

by
Vinicius Steinbach

Algumas características da Bossa Nova são pontuais: harmonia elaborada com uma melodia simples. No entanto, o seu grande trunfo foi cantar a felicidade e as coisas singelas da vida, desafinados ou não. A nova música que surgia no final dos anos 50 era feita por jovens e para os jovens, em contraponto à era do rádio, que predominava até então.
O legado deixado por esse estilo se estende até hoje no mundo inteiro. Um dos maiores expoentes do gênero nos nossos dias é sem dúvida Celso Foncesa. Muitos de você não reconhecem de cara, mas se lembram da campanha das Havainas com Gisele Büdchen, que tinha como tema a bossanivíssima “Slow Motion Bossa Nova”. Lembrou? Sentiu-se confortável com a música? Ótimo, porque no dia 19 de janeiro o compositor lança o Dvd “Celso Fonseca – Voz e violão”.
No novo trabalho, Celso volta as raízes da bossa, cujo lema era “um banquinho, um violão” e com o jeito intimista mostra que, na verdade, a bossa nova fez o mundo cantar as coisas simples e bonitas da vida, os relacionamentos sinceros (que dão certo ou não) e surpreende ao mostrar essas características em música inimagináveis com é possível ver no vídeo de divulgação do lançamento http://www.youtube.com/watch?v=kQLe3XpXFiw . Bossa é um estado de espírito.
Vale conferir a carreira de Celso que para mim, como novo admirador (me perdoem a demora para descobrir), é um ícone vivo
http://www.celsofonseca.com.br
by Vinícius Steinbach


foto: Clara Meurer
Show do Mezcla foi incrível para nós.Obrigado a presença de todos que nos proporcionaram uns dos melhores shows do Bonança Trio em Juiz de Fora.
Ano acabando e os planos recomeçando!A agenda 2010 já está sendo montada.
Continuem acompanhando nossas notícias!Abraços!
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=11261281118862928856
Confiram o video de divulgação
http://www.youtube.com/watch?v=S2WyjACkSuA
As vertentes da musicalidade brasileira em um show que é um verdadeiro olhar da banda à nossa cultura. O Bonança Trio se orgulha de trazer ao palco do Mezcla, no próximo dia 27, o resultado de seus olhares e influências. Em suas composições a temática e as harmonias da Bossa Nova misturadas com traços de um leve Rock. O show marca a volta da banda após uma mini tour de sucesso na capital mineira. Então no dia 27 de novembro a gente se encontra no Mezcla, com a bonança de sempre!

Foi o que o Bonança deixou em Belo Horizonte. Missão cumprida!
Obrigado BH pela recepção.
Gostaríamos de agradecer a cada pessoa que conhecemos nessa viagem.
Malu pela correria. Marcos pelos papos. A galera das bandas US Mula Preta (os garotos da cidade), Gametas, Locus (valeu!), Vitrine, Madeline K, Cidadão Comum (salve salve Neves!), Studio Zero e Lavage e outras que a memória me falha. As casas Motorock, Matriz e Conservatório (pelos 15 minutos de samba!)
Abraços. Muito Obrigado!
BONANÇA TRIO
Os meninos do Bonança Trio se preparam para uma mini-tour em Belo Horizonte neste fim-de-semana, no festival BH Indie Music levando o bom tempo e a calmaria que lhe são peculiares para além das fronteiras de Juiz de Fora. A banda se apresenta na sexta-feira dia 09 de outubro no Motorock e na Sábado, dia 10 de outubro no Matriz.
Mais informações http://bhindiemusic.blogspot.com/
O Bonança Trio se prepara para voltar ao palco do Café Muzik na próxima quinta, 8 de outubro, em uma noite especial. Especial porque estaremos cercados de amigos, especial porque estamos preparando um repertório daqueles que só o Bonança Trio sabe fazer e especial porque contamos com a sua presença, para nos ajudar a transformar um quinta-feira qualquer em uma noite de bonança!
Bonança Trio + Cabra Cego + DJ Marcelo Castro + Caderno Encontrare
Quinta, 8 de outubro, 22h
Café Muzik - Espírito Santo, 1081
Entrada R$ 10,00 (R$ 8,00 com flyer)